Blog

.com.br

15:03 Adriane Ribeiro 0 Comments


Olá, gente bonita! Estou passando aqui rapidinho só para trazer uma pequena atualização que eu já tinha prometido desde que mudei o layout do blog, mas com a correria do dia a dia acabei enrolando. O blog agora é .com.br, aeee. Assim fica bem mais fácil de lembrar e digitar, porque antes a url do blog estava realmente grande, então eu sismei com aquele "blogspot" e resolvi tirar.
E, aproveitando a deixa, queria informar que to passando um bom tempo na Página do Blog no Facebook. Lá eu posto imagens todos os dias de coisas que eu gosto e queria dividir com vocês, bem como o blog mas sem textos (esses eu guardo especialmente pra vocês por aqui). Então, quem ainda não curtiu a página corre lá que sempre tem coisa legal aparecendo, e não se esqueçam de adicioná-la a sua lista de interesses para não perder nenhuma atualização. E, quando quiserem acessar o blog, agora é bem mais simples e bonitinho: www.escutaaquiqueridinha.com.br \o/

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Casamento

Noivado: O Que Mudou?

22:46 Adriane Ribeiro 1 Comments

Oi gente. Vim aqui falar sobre uma pergunta que recebi muito depois que eu fiquei noiva: "O que muda no relacionamento quando você passa de namorada para noiva?" Bom, antes de noivar eu realmente achava que nada ia mudar, que seria como o namoro, só que focando mais no futuro, mas alguns pequenos detalhes realmente mudam nesse período, algumas pra melhor, outras pra "menos melhor" (não vou dizer pior porque não chega a ser algo ruim). Então, fiz uma listinha com o meu noivo sobre as coisas que a gente acha que mudou um pouco nesse tempo, vejam:

Segurança: por mais que a gente esteja em um relacionamento sério e nos sentirmos seguros um com o outro, a segurança no relacionamento acaba se fortalecendo. Mesmo que você nunca pense em "se a gente um dia terminar", depois do noivado passamos mesmo a ter certeza de que aquela pessoa é a que você quer para o resto da sua vida ao seu lado, e passa a sentir mais que essa pessoa sente o mesmo por você. Muito daquele ciúme mais bobo acabou, passamos a ter mais cumplicidade, coisa que nem sabíamos que podia mudar depois do noivado.

Respeito de Terceiros: mesmo que isso não mude nosso relacionamento diretamente, reparamos que as pessoas ao nosso redor começaram a nos tratar de forma diferente. Muitas pessoas, principalmente familiares, acreditavam que esse era só mais um namorinho que ia terminar a qualquer momento. Depois do noivado, todos começaram a nos tratar como um casal sério, principalmente minha família que agora inclui o Daniel em todos os planos da família como viagens e festas. Ninguém mais trata ele como mais um namoradinho de ensino médio, e sim como meu futuro marido, isso no fim é muito bom.

Sair Menos: essa é uma das partes não tão boas. Atualmente a gente evita sair para lugares que sabemos que vamos gastar muito, passamos a ver mais filmes em casa do que no cinema etc. Isso porque agora temos um apartamento pra comprar e mobiliar e estamos direcionando boa parte dos nossos salários para nossa poupança. Não deixamos de nos divertir ou curtir um momento romântico, mas estamos diminuindo os gastos e isso acaba nos privando de alguns pequenos luxos que eramos acostumados quando namorávamos.

Olhar de Donos de Casa: desde o noivado, começamos a reparar muito em móveis e decoração. Quando andamos pelo shopping paramos em praticamente todas as lojas de móveis que vemos pra falar sobre a decoração do nosso apartamento, também reparamos em decorações em revistas, sites, na casa dos outros e até em comerciais de televisão. Vivemos falando do que precisamos comprar e do que podemos combinar, as cores etc. Passamos mais tempo pensando nos móveis e sonhando com decorações inusitadas do que pensávamos que passaríamos, e já é involuntário, pegamos gosto por isso e até nos divertimos imaginando como tudo vai ficar.

Procurando Apartamento: esse é o mais obvio e que sabíamos que ia mudar. Atualmente nós já entramos em contato com praticamente todas as construtoras da região, já visitamos decorados, fizemos orçamento de todos os tipos e já analisamos várias plantas, até em feirão de apartamento já fomos. Graças a essas investidas, já temos grande noção do que queremos e a forma que pretendemos financiar. Mas a busca pelo apartamento certo para começar as nossas vidas ainda não acabou.

Dormir "juntos": já falei sobre o fato da visão dos outros terem mudado sobre nós, e isso inclui a confiança da minha mãe. Antes ela deixava o Daniel dormir aqui em casa quando pretendíamos sair a noite e chegar tarde, hoje em dia ele dorme aqui quase todo fim de semana pois já que vamos passar juntos, não ficamos viajando entre duas cidades atoa. Quando fiquei doente esse mês, ele passou praticamente o mês todo aqui em casa cuidando de mim. Porém, algumas coisas não mudaram (e nem vão até o casamento) como por exemplo, não dormimos literalmente juntos, ele dorme no colchão na sala e eu no meu quarto, ela considera questão de respeito e nós respeitamos isso também, haha.

Alguns intrometidos: ainda não sei bem se isso é uma coisa boa ou ruim, mas depois do noivado muita gente começou a se meter mais na nossa vida. "Compra isso", "faz aquilo", "eu conheço um corretor ma-ra-vi-lho-so". Ouvimos isso o tempo todo agora, as pessoas enchem a gente de conselhos que nem sempre são os melhores para o nosso caso, e o principal é o clássico "não casa agora não, você são tão novos..." Oh God, why?

Orgulho: esse provavelmente é o ponto mais bobo da lista, mas a gente sente mais orgulho de nos apresentar como noivos do que como namorados. Não que apresentar como namorado fosse ruim, mas dá um sentimento legal falar "esse é meu noivo" e é mais legal ainda sentir que temos tanto orgulho assim de saber que planejamos uma vida com aquela pessoa.

Amadurecimento: ainda não sei bem como isso aconteceu, mas nós nos sentimos mais maduros depois do noivado. Provavelmente por começarmos a ver uma vida longe dos nossos pais, tendo que pagar nossas próprias contas e sabendo que as coisas não vão se arrumar sozinhas. Somos muito ligados a família, principalmente eu, e passar a planejar uma vida longe da asa da mamãe foi um grande passo. Isso fez a gente crescer bastante e começar a pensar de forma mais responsável. Além do mais, casamento é isso mesmo, amadurecimento.

Pessoas maduras, haha

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br(eat)hing

Br(eat)hing #5 - Duas Semanas de Tensão

17:35 Adriane Ribeiro 1 Comments

Olá gente. Desculpa a sumida, mas sempre que sumo assim vocês sabem que tem Breathing vindo. Pois, dessa vez, acho que estou passando pela fase mais difícil da minha vida. Começou a três semanas atrás, no domingo do dia 28 eu passei por um dia cansativo e me estressei um pouco, tomei alguns remédios para cólica e acabei acordando minha gastrite, fiquei uns dias me sentindo mal, não queria mais comer e virei a noite com crises nervosas, mas então passou. Exatamente uma semana depois, no domingo seguinte, eu estava me sentindo melhor, tava até comendo normalmente (ou quase), então a noite eu me senti muito mal e tive algumas crises nervosas em casa. Quando achei que não fosse mais aguentar, pedi para meu noivo me levar pro hospital, porque eu precisava mesmo tomar um soro e um remédio pra controlar a crise.  No caminho a crise piorou bastante, senti meu corpo todo formigar e minhas mãos começaram a se dobrar sozinhas, minha mãe achou que eu fosse ter um ataque cardíaco na sala de espera da emergência, mas cerca de meia hora depois que dei entrada no hospital (é, demorou pois estava super vazio) o médico me atendeu. Expliquei pra ele que eu tinha emetofobia e que eu estava com crise nervosa pois me senti enjoada e ele disse que eu preciso urgentemente procurar um psiquiatra pra tomar remédio contra fobia, depois fui medicada e voltei pra casa. Infelizmente as idas ao hospital só estava começando.

Depois desse acontecimento, eu realmente parei de comer, não conseguia nem olhar para a comida que eu travava, era quase impossível controlar isso por mais que eu me esforçasse. Eu me sentia enjoada as vezes e toda hora tinha que tomar algum remédio pra me acalmar. Decidi que tava na hora de eu voltar para o psicologo pra tratar minha fobia, pois realmente acredito que posso me curar e não vou precisar tomar remédio controlado pra isso, porém foi uma péssima ideia. De todos os bons psicólogos que eu poderia procurar, acabei caindo nas mãos de uma mais louca do que eu haha. Na primeira consulta, ela já traiu a confiança que eu ainda nem tinha dado pra ela, falou que tudo seria tratado diretamente comigo porque sou maior de idade, mas foi só a consulta terminar que ela chamou minha mãe e disse que, provavelmente, meu esôfago estava fechando. Pausa. A mulher nunca me viu na vida, não entendeu nada do que eu disse porque ela tava pensando que eu tinha bulimia (aloooou, eu tenho emetofobia, é pânico de vomitar! Como posso ter bulimia se tenho crise nervosa quando posso vomitar?) e vai dizer, sem exame nem nada, que meu esôfago ta fechando? Minha mãe quase morre do coração, ela queria me internar e tudo, tive que ir no gástrico pra ele confirmar pra ela que isso era loucura e que não tinha a possibilidade de isso ta acontecendo porque eu não tava sem comer totalmente, e mesmo se tivesse as coisas não são tão simples assim.

Depois disso, eu decidi sair dessa psicologa, acredito que pra fazer terapia com alguém, você precisa se sentir bem com a pessoa e a única coisa que eu queria era dar na cara dessa safada. Como disse, fui também no gástrico e ele falou que o que eu tive foi provavelmente uma intoxicação alimentar, e eu só não descobri antes porque no dia que fui na emergência eu tava tão desesperada pra ser dopada que não fiz nenhum exame. Ok, foi uma coisa boba, mas nessa eu perdi dois quilos que eu lutei muito pra consegui, voltei aos 38 kg, do mesmo jeito que estava quando comecei a fazer o Breathing. Eu fiquei muito triste, chorei muito, faltei uma semana ao trabalho mas agora eu to melhorando. Farei uma endoscopia na semana que vem (o médico falou que eu nem precisava mas minha mãe insistiu, ela ainda está com medo da história do esôfago) e vou na neurologista também. Estou procurando uma outra psicologa mas se eu continuar tendo experiências como aquela, eu vou abordar missão e procurar mesmo um psiquiatra. Já to voltando a comer, minha única relutância agora é feijão, mas sei que preciso pois ele é a "muleta" do meu vegetarianismo (que inclusive foi ameaçado pela psicolouca, outro motivo pra eu sair dela) mas ainda não ganhei peso.

Não vou desistir, quando comecei a escrever o Breathing eu sabia que não seria fácil vencer a luta contra a comida, mas momentos como esse só me dão mais força pra superar e me curar de vez de todas as doenças que não deixam eu ter uma vida normal. Agradeço a todos que me deram apoio nesse tempo, aos meus amigos que foram me visitar e que me mandaram mensagens de apoio pela internet, ao pessoal do trabalho por entender que o psicológico pode acabar com o físico também, ao meu noivo que literalmente não saiu do meu lado durante todo esse tempo e por todas as leitoras que também estão na luta pra voltar a comer e me acompanham. O Breathing é sempre a tag mais acessada no blog e recebo muitas perguntas sobre isso, e eu sou muito grata em poder ajudar e ser ajudada por todas vocês. E vamos a luta, já recuperei esses quilos uma vez e posso fazer isso quantas vezes for preciso.


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